Caio Fernando Abreu – Répteis pelos escombros… Text | 1000+ Collections best music of time

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Caio Fernando Abreu – Répteis pelos escombros… Text | Collections best music of time

Songtext zu Répteis pelos escombros…

(Répteis pelos escombros gelados
da casa demolida.)
Minhas paredes caíram:
entre a desordem da grama
pelos restos de argamassa
nas sombras do que foi: verde
passeiam coisas viscosas.

(Sopra o vento, cai a noite.)
Gelado sangue de répteis
aconchegados no inútil.
Caíram minhas paredes
como caíam os anjos:

mas minha queda é sem asas
e nunca habitei os céus.

Inútil sangue gelado
pelas sombras da argamassa
uns restos do que foi grama
entre as sombras que eram verdes:
passeio pelo visgo da queda
conchegado de répteis.

(Cai o vento, sopra a noite.)
Dar asas que não habito
uns céus que nunca pisei
a queda brusca dos anjos
por sobre minhas paredes brancas.

(Década de 70)

Caio Fernando Abreu – Répteis pelos escombros… Songtext

zu Répteis pelos escombros… von Caio Fernando Abreu – Répteis pelos escombros… Lyrics
Caio Fernando Abreu – Répteis pelos escombros… Letra da Répteis pelos escombros… da Caio Fernando Abreu – Répteis pelos escombros… Text
Répteis pelos escombros… Caio Fernando Abreu Répteis pelos escombros… texto

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Songtext zu Répteis pelos escombros…

(Répteis pelos escombros gelados
da casa demolida.)
Minhas paredes caíram:
entre a desordem da grama
pelos restos de argamassa
nas sombras do que foi: verde
passeiam coisas viscosas.

(Sopra o vento, cai a noite.)
Gelado sangue de répteis
aconchegados no inútil.
Caíram minhas paredes
como caíam os anjos:

mas minha queda é sem asas
e nunca habitei os céus.

Inútil sangue gelado
pelas sombras da argamassa
uns restos do que foi grama
entre as sombras que eram verdes:
passeio pelo visgo da queda
conchegado de répteis.

(Cai o vento, sopra a noite.)
Dar asas que não habito
uns céus que nunca pisei
a queda brusca dos anjos
por sobre minhas paredes brancas.

(Década de 70)

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